Os chatbots e o entretenimento: a ferramenta de inteligência artificial

O uso dos chatbots cresce cada vez mais entre as empresas . Esta ferramenta de inteligência artificial é capaz de fazer conversas por aplicativos, chats como o messenger, whatsapp entre outros.  No entanto, o que chama a atenção é que quem está do outro lado da conversa é um robô, capaz de comportar-se de forma muito similar a um humano reagindo às frases ditas a ele. Este uso não se limita apenas às estratégias de atendimento de uma empresa e vem ganhando espaço também no entretenimento.

A ferramenta popularizou-se principalmente no atendimentos de primeiro nível, no qual os clientes de determinada empresa podem conseguir informações ou fazer e acompanhar pedidos através da conversa com um chatbot. Empresas como Pizza Hut, Uber e Sephora já se utilizam do chatbot na comunicação com seus clientes. Até a  Casa Branca nos Estados Unidos já desenvolveu um bot no messenger que simulava uma conversa com o presidente Barack Obama.

Como outras tecnologias que vem ganhando espaço atualmente, os chatbots também estão sendo usados para o entretenimento. Em obras audiovisuais a ferramenta auxilia na busca por aprimorar a interação do espectador com o universo ficcional proposto. Uma das mais difíceis tarefas para o produtor de conteúdo que arrisca-se a promover algum tipo de interação para seu público é fazer com que isso aconteça de maneira diegética, sem deixar tão evidente para o espectador que ele está interagindo com uma máquina e não com um personagem específico. Neste sentido, o uso dos chatbots ajudam a personalizar a experiência do fã, deixando-a mais crível, principalmente pela capacidade da ferramenta de aprender com os exemplos de interações e simularem os trejeitos de determinado personagem ao se comunicar com o espectador.

Algumas produções já se utilizam de chatbots para engajar o espectador.  A comunicação de marketing de obras como o remake de Power Rangers e da série brasileira 3% são alguns exemplos.  No entanto, é possível perceber que estas ações, embora contribuam para divulgação e até uma certa imersão do espectador na proposta das obras, não proporcionam informações adicionais referente à narrativa ou levam o espectador a experimentar elementos do universo não apresentados nas histórias principais.

Ai ai ai ai.. Conversas com Alpha

O Remake de Power Ranger entrou em cartaz no dia 21 de março de 2017. Antes da estréia, no entanto, os fãs mais ansiosos poderiam entrar no site e conversar com um dos personagens do filme: o robô Alpha. Durante a conversa, o robô se porta como se estivesse conversando com um possível escolhido para ser um Power Ranger. Embora o filme já tenha saido de cartaz, ainda é possível interagir com o simpático robô através do site.

O processo seletivo de 3%

A série Brasileira 3% está em etapa de produção da sua segunda temporada pela Netflix. A história se desenvolve em torno de um processo seletivo em que apenas 3% da população é apta a morar em uma sociedade com abundantes recursos enquanto os não aprovados são fadados a viver na miséria. Ainda durante a primeira parte da história, a página da série no facebook propôs aos espectadores participarem da primeira fase do processo seletivo: Uma entrevista na qual o candidato é testado para ver se pertence ou não aos 3%.

A experiência dava-se através do messenger do Facebook, onde um funcionário apresentava-se como entrevistador e fazia uma série de perguntas para quem estivesse interagindo com ele.


As pessoas que acompanharam a primeira temporada, estavam cientes do tom de deboche e provocação próprio de um entrevistador e na experiência online não poderia ser diferente. Durante toda a conversa o entrevistado é intimidado e tem seu potencial posto em dúvida a todo momento, mesmo para os que eram aprovados na entrevista.

Cada vez mais as possibilidades tecnológicas se mostram potenciais aliadas na produção de conteúdo. 

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